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Uma forma inovadora de viver a educação

Os processos de ensino-aprendizagem vêm demandando grandes mudanças nos últimos anos. Um dos problemas que a Educação enfrenta é a de preparar os jovens hoje para uma sociedade do futuro que não se sabe como evoluirá. Isto coloca um grande ponto de interrogação com sérias consequências na organização dos assuntos a serem ensinados, das habilidades a serem desenvolvidas e das novas metodologias a serem introduzidas.

As crianças estão cansadas dos velhos métodos que a escola impõe. Os educadores, tanto da rede pública como particular, concordam que este sistema de ensino utilizado possui pouca eficácia. Que educador nunca se sentiu desmotivado no trabalho por muitas vezes não verem ou sentirem as transformações que tanto desejam? Por isso, métodos de inovação são urgentes!

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) chega para dar respostas a esse ponto de interrogação e tem como objetivo iniciar uma nova etapa na educação brasileira de forma mais integrada e eficaz, permitindo que reais mudanças cheguem às salas de aula. A BNCC enfatiza a ideia de que a escola é capaz de promover uma aprendizagem significativa, além de garantir o sucesso educacional de todos os alunos e que uma ação formativa eficaz deve promover nos jovens a capacidade de “aprender a aprender”.

Para alcançar este objetivo – o “aprender a aprender” – é necessário caminhar gradualmente, levando os alunos a reconhecerem suas próprias forças e fraquezas, auxiliando na superação das dificuldades e na escolha de quais estratégias usar a fim de serem capazes de se autoavaliarem.

Para os professores, é necessário planejar cuidadosamente as atividades, organizar aulas diversificadas e preparar estratégias de ensino adequadas às necessidades da classe e aos diferentes estilos de aprendizagem dos alunos. Pode ser útil fazer a si mesmo algumas perguntas sobre as atividades propostas em sala de aula. Por exemplo: 

  • Que tipo de estímulo eu ofereci aos alunos na aula?
  • A variedade de atividades foi equilibrada?
  • As atividades foram adaptadas às necessidades dos alunos, idade e seus estilos de aprendizagem?
  • Ofereci estratégias e ferramentas aos alunos para estimular os aspectos cognitivos e organizar o conhecimento? Usei diagramas, mapas e recursos online na minha explicação?
  • Deixei espaço para trabalhar em dupla ou para discussões em grupo?
  • Ofereci aos alunos momentos de reflexão para pensar sobre as atividades realizadas e as reações despertadas?

Estas questões desempenham um papel crucial na habilidade do aluno de desenvolver as competências gerais indicadas na BNCC, em específico o pensamento científico, crítico e criativo – aspectos importantes quando pensamos em inovação e no que se refere a capacidade do aluno em “aprender a aprender”.

A reflexão dentro da sala de aula é essencial: pensar sobre dinâmica, sentimento e emoções que acompanharam a tarefa. Isso permite aos alunos dar significado às suas experiências, expandindo progressivamente sua percepção de si mesmo.

É fundamental que as atividades de reflexão e autoavaliação sejam dinâmicas e divertidas para os alunos, pois desta forma, eles se reconhecem como protagonistas do próprio caminho de aprendizagem, desenvolvem autonomia para definir seus projetos de vida, estarão sendo preparados para tornarem-se indivíduos plenos e prontos para fazerem a diferença no mundo – além de serem responsáveis pela própria realidade e realização. Os educadores, de forma paralela e conjunta, estarão também prontos a desenvolverem suas capacidades e viverem a felicidade que merecem no desafio diário do ensino.

 

AutorEduardo Shinyashiki

Fonte: https://direcionalescolas.com.br/